Blog de psico-logicaquantica
 


{SEIS} DAS COISAS

Diante de um mundo humano em integração com o meio-ambiente, após consolidar o ser do pensamento, a completude das coisas dá uma base simples para a investigação. As coisas em suas relações espaciais são alocadas conforme uma dada disposição e não podemos ver nelas mais do que há nelas. Entretanto, esta coisificação vai além dos objetos tangíveis e alcançam nada mais nada menos do que - e aqui somos obrigados a meros registros - o imaginável e o inimaginável, objetivado por uma mente segura das informações que recebe. O ar, o infinito, a montanha, a criança, o ceticismo, o xamanismo, o comunismo, indefinidamente, até a seleção da coisa requerida pelo estudo iniciado. Sói apontar, no devir da escolha, a esterilização das coisas na mente pura, confinando beneficamente o conhecimento numa áre aonde o pensador não é esperto o suficiente para escapar da legislação científica - a qual a seu devido tempo nos veremos obrigados a aprofundar - mas pode ser suficientemente tolo para ultrapassar as idéias sem que estejam concatenadas na ação planejada da ciência para o engrandecimento humano.



 Escrito por psico-logicaquantica às 17h48
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{CINCO} FILOSOFIA

Sob a égide da filosofia devemos escapar da escravidão da lei científica.

Podemos apartar pensadores dos que não o são segundo a fórmula sugerida, qual seja, de uma simples separação entre a natureza e suas criaturas sobrenaturais humanas ? Uma injunção de ordem pré-teórica não pode detê-lo. Conhecemos um grau desta separação por ocasião da morte e a questão é prever isto no transcorrer da vida. Seres capazes de compreender o mundo a sua volta em todos os instantes, momentos e mutações. Continuar sereno diante das esferas da mente mapeando os territórios ao redor. Mediante isto manter o pensador tanto quanto possível no espírito atuante. Somos obrigados, então, a seguir, na circularidade do ser, apontar os campos de suas afecções, o que nos coloca a frente literalmente da lei responsável pela metamorfose nas múltiplas dimensões cosmológicas.

Desde que possamos reconstruir o mundo a nossa volta, de acordo com tal visão, enfrentando a dimensionalidade da psiquê, é preciso ater-se, como desde o começo destas preliminares, ao plano do livre-pensamento. O tipo de pensamento instaurado neste veículo, obviamente, é o mesmo assumido pelo autor e é concorde, na expectativa da leitura, com o espírito do adversário, no que ao menos toca a postura, a configuração inicial do labor. A variedade do psiquismo aqui estabelecido segue-se a variação em si. Aquém da linha traçada no horizonte seguro do pensamento posamos um frente ao outro alijados de meros corpos. Além da linha imaginária contemplamos os mesmos corpos alinhados de tal maneira, aquiescendo aos princĩpios psi-lógicos com os quais a natureza como que administra as suas próprias criações, admitindo ao menos provisoriamente uma regularidade mútua dos fenômenos naturais e do comportamento humano, se pudermos ver a influência dos primeiro sobre o segundo.

Urge talhar a tábua de classificação do psiquismo sem a qual serĩamos meros fantoches destas premissas, caso ignoremos as marcas de tais leis sobre o destino e o poder inerente ao humano de se determinar nele. Conserva-se, entretanto, o corpo com o comando do pensamento, caso contrário, teremos um ente desgovernado pelo menos segundo os parâmetros conhecidos. A rigor, universo, espaço, o princĩpio do tempo, o fim do tempo, a linguagem, o conhecimento, o comportamento e a arte são as dimensões ontológicas que adotaremos para configurar o cenário inicial desta exaustiva investigação. Obviamente, na seção dedicada ao "sistema do universo" encontraremos tais dimensões em números para a garantia da estabilidade do universo micro e macro, nas especulações sobre o todo cosmológico com o qual nos confundimos. Cria-se a inusitada situação de que o estudante judicioso ter que ser como coisa para, desde a sua ilação na dimensão, julgar dos caracteres em conflito a fim de fazer os seus próprios apartes, até termos apenas a sobra da sublime criatura.

Os fenômenos que se pretendem ver num plano regular são os mesmos encontrados no cotidiano em todas as eras. Há uma simetria cronológica do estado do ser e a descoberta científica travestida de providência. Sem que se perceba não há adulteração das coisas tal como foram encontradas e estudadas na descoberta mas o acúmulo das coisas num universo auto-contido.



 Escrito por psico-logicaquantica às 13h18
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{QUATRO} CIÊNCIA

10. Cosmologia é tida como o estudo do universo como um todo. Esta caracterização é simples e eficaz mas em se tratando da postura inicial almejada aqui, o humano em face do cosmo, inadequada. O todo do cosmos é inalcançável perante o olhar humano, pelo menos até o ponto em que esta propositura ainda não foi assimilada em sua inteireza. Para o olhar comum é facultada a contemplação de uma versão possível do cosmos, e aqui temos exatamente o tipo de universo com o qual estamos acostumados, com toda a tradição das regras que este projeto pretende questionar, justamente porque a sutileza dos componentes da natureza devem ser postos a lume desde a gênese. Isto nos credencia a reafirmar a convicção num princípio, o humano pura e simplesmente frente ao admirável mundo novo em que vive, afim de examinar leis da natureza subordinando todos os processos, digamos, secundários, do próprio pensamento. Para tanto, temos de checar na multidimensionalidade do cosmos dimensões paralelas no cérebro, fazendo do pensamento o centro de onde irradia todos os raios da reflexão.

11. A natureza parece pensar por si mesma e é adversária do raciocínio selvagem. A soberania da ciência no nível das leis e garantias da regularidade do universo é suprema e só imortaliza os pensadores amantes de sua admirável harmonia. Face ao princĩpio da majestade científica as criaturas seguem o imperativo físico, o que nos leva a um padrão de pensamento um tanto difícil de assumir posto que avesso ao tipo de raciocínio empregado pelos seres humanos desde a aurora de sua existência, há milhões de anos atraś e, adptando-se a passagem das eras, remanesce como caução para a sobrevivência contemporânea.

12. É preciso examinar as consequências de admitir um império da natureza, não esquecendo nunca, porém, o labor científico-filosófico aqui estabelecido como princípio. Pois aqui pode o adversário tentar refutar o princípio sem que a teoria elucide todos os seus axiomas, a saber, unicamente expresso pela autoridade da lei naturalística, tanto na abordagem dos fenômenos naturais, como no caso da gravitação universal de Newton e a teoria da relatividade de Einstein, quanto no estudo do que a pouco chamei de psico-lógica quântica, a observação científica dos seres humanos através do olho natural. Pois o que se coloca em questão quando de pronto invocamos os decretos naturais é o próprio julgamento humano. Acostumado a leis de um tipo completamente diferente do que procuramos estipular aqui talvez, no juízo precipitado, há a tendência do adversário em confundir esta apresentação antes que toda teoria seja devidamente elucidada. O que sói muito vantajoso para a propositura deste projeto em vista da mobilização das peças do jogo mas não do mundo preenchido de ciência.

13. Entretanto, aquilo que sabemos ser a legalidade tal como estipulada pela e para a humanidade parece não compatível com a legitimidade de usar estas descobertas para elevá-las a um status sagrado. A série de refutações que podem permear este confronto são fáceis de atinar e são ainda as reminescências de uma milenar maneira de pensar passíveis de uma parcial ou completa eliminação. A menos que sondemos todos o panteão de pensadores não há como ponderar o valor de um ou de outros sem a devida atenção ao centro do pensamento. A origem das idéias vinculadas a um espaço e a um tempo que forçosamente impele o pensamento a decifrar os mistérios que frustram a marcha da humanidade para a infinitude.

14. Uma descoberta científica se esgota em si mesma e não está a serviço de grandes e impiedosos reinados ou de ministérios religiosos. Isto vale para um deus, para uma religião, ou um deus ex-machina, a pensar dar conta da complexidade humana pelo decreto de um dogma. Num raciocínio pretensamente perfeito ou absoluto, como se arroga ser o mais próximo da verdade a doutrina de qualquer sistema, o ser ainda fica além da teoria tirana, criando ao redor de si e em si mesmo, qual seja, na sua luz a desafiar as prescrições de uma lei suposta natural porque gravita na consciência geral.



 Escrito por psico-logicaquantica às 13h42
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{TRÊS} O LABORATÓRIO CIENTÍFICO-FILOSÓFICO

7. Demos sequência, então, ao nosso labor.

8. Descrever o quadro do mundo submetido a uma pesquisa científico-filosófica, como vemos, é fácil. De acordo com a perspectiva planejada basta apartar o cosmos e o humano, com o cosmos dissecado a luz dos métodos científicos tradicionais, e os seres humanos segundo o simples olhar. No mais, tal foi, por força do ambiente no qual os filósofos pré-socráticos a pensar, a descoberta da "physis" grega (física) como o mote da primeva reflexão crítica, o que nos faculta elevar novamente o humano ao centro da pesquisa, olhando tudo o que se passa ao redor, as leis da natureza regulando a ação humana.

9. Cumpre destacar a técnica que caracteriza a ciência e a filosofia antes de selar a unificação. A ciência cabe o estudo das leis da natureza e, até provem o contrário, os cientistas já penetraram o olhar dentro do que chamamos matéria, chegando aos confins das partículas subatômicas, o infinitamente pequeno, e ao longe observando trilhões e trilhões de anos-luz na profundidade do universo, até onde a tecnologia permite, o infinitamente grande. Muitas destas leis, senão todas, estão acessíveis a todos e dão conta, nada mais nada menos, do sistema do universo, sua estrutura, mecanismo, leis. O mesmo, como é difícil atinar, é o propósito da filosofia em sua gênese e por mais vinte séculos ao entender a ciência como um domínio todo seu. Deparou-se, entretanto, com a imperfeição de sua técnica, o amor ao saber não se traduzindo na elevação dos seus resultados a axiomas de índole matemática. A rigor, matemática, o "saber pensar" parece contrário ao amor, a medida em que os resultados de um raciocínio preciso não tem como contrapeso qualquer influência humana. O que esperamos é que com a participação humana na construção da ciência num mundo novo conjuguemos o "amor ao saber" e o "saber pensar" a partir do surgimento de puras e simples criaturas físicas.

 Escrito por psico-logicaquantica às 14h41
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{DOIS} FILOSOFIA & CIÊNCIA

5. Antes temos de nos decidir pelo tipo de investigação que vamos iniciar aqui, temos de estabelecer o quadro no qual se isere os estudos da Pl-Q (psico-lógica quântica). Obviamente temos de tratar do status da filosofia e da ciência na construção de um saber presumidamente seguro, como no mais é a intenção de ambos os instrumentos nos quais se fundam aquilo que conhecemos como educação. Podemos dizer que a filosofia consiste na compreensão dos fatos do mundo enquanto a ciência fica restrita a constatar fatos. Partindo, então, do pressuposto de um lugar observado por espectadores estranhos ao seu mundo temos a vasta perspectiva de unificar ambas as polaridades do saber num só dimensão: temos os fatos científicos tal como em sua infinita regularidade e o pensameto humano analisado pelo mesmo foco potente em relação com as leis da natureza.

6. Não cabem aqui o tipo de argumento ao qual a Pl-Q poderia estar, irrefletidamente, exposta, ao confessar as suas dívidas com os pensadores que municiam os seus axiomas. Pois é da mesma premisa de que partiram os pioneiros do pensamento, os gregos, que esta teoria parte em virtude do motivo que passo a expor, nomeadamente, a especulação cosmogônica dos filósofos pré-socráticos um momento em que o humano e a natureza são entidades indistintas no cosmos. Me valendo desta perspectiva como preâmbulo ponho na lâmina do olhar natural a coisa para a qual convergem todos os esforços da pesquisa filosófico-científica que ora encetamos.

 Escrito por psico-logicaquantica às 17h42
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{UM} PRELIMINAR - Jésus M. P. Júnior

1. Quero começar aqui um projeto de árdua realização o qual espero, sem dúvida, contribuir para o depuramento, pela via da reflexão que caracterizou, e a muito custo, os séculos da história de toda a filosofia. Como texto meramente preliminar não me aventuro a maiores considerações, aprofundamentos, do pensamento filosófico tal como se encontra consagrado, no texto original de grandes autores. Para tanto me reservo o direito de fazer este exame em outros trabalhos numa série intitulada "dilemas" a qual poderá ser acessadas através dos links deste blog. Atribuo a empresa aqui iniciada unicamente ao pensamento lógico que norteou todas as investigações cujos resultados serã aqui manifestos para a crítica de todo pensador interessado na leitura de um projeto honesto, unicamente devotado à consolidação de um conhecimento que clama por segurança e máximo rigor.

Como eu disse não posso atribuir senão a mim mesmo a responsabilidade de todo o edifício em construção. Não menos importante é vincular todas as minhas conclusões ao espírito do saber que, ao custo de mais de uma centena de mestes importantes, forneceram todos os cânones introdutórios para a possibilidade de uma ciência unificada - as justificativas para este laço do pensamento, em boa medida, estabelecerão os nexos para a legitimidade deste propósito.

2. É mister iluminar a técnica para a satisfatória realização do que doravante chamo de PSICO-LÓGICA QUÂNTICA, inspirado pela idéia de uma ciência que traga em si a chave para o seu próprio estudo e o seu próprio aparelho de refutação. Desde que aqui não menciono esta psico-lógica como uma filosofia, a filosofia aqui encerrando-se no amor ao saber, podemos dispensar a citação em vista da obviedade da postura a ser retida diante das novidades do próprio saber. Conservando da psicologia o estudo isolado da alma, "psyche" grega, procuro dissecar o humano em face da natureza. O que de resto é o que cabe a filosofia desde o seu princĩpio sobrevivendo em essência ás distorções que bem podemos apontar durante todo o seu tempo de vida.

3. O que encontramos, afinal, no encontro do humano na natureza ? Seriam os seres humanos seres sobrenaturais diante da paisagem congelada do mundo ? Não podemos vê-lo ter a ciência exata de sua condição a tal ponto que todos os produtos de sua reflexões formassem mesmo o cânone da ciência doravante oficial ? Caracterizada pelo confronto do humano em estado de natureza versus o modelo primitivo simiesco não há muito o que fazer senão nos elevar, a atual espécie humana, do singelo status de ignorantes a formas-de-vida extraordinárias capazes de compreender o mundo a sua volta.

4. A fim de deixar de evidente o propósito de todo este empreendimento vou deixar bem claro a pergunta a ser investigada e pensar nos caminhos que levam à resposta, antes de expressar decisivamente minhas conclusões : O QUE É O SER HUMANO ? Parece uma questão absurda para quem imagina ser uma pergunta séria. Por outro lado, também é o foco de quem persegue ciência buscada pela filosofia em suas origens. Isto é o que vamos ver a seguir.

 Escrito por psico-logicaquantica às 15h18
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